O avanço das doenças respiratórias entre crianças pequenas acendeu um sinal de alerta máximo na região Noroeste do Paraná. Em Umuarama, a Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná (Norospar), referência regional em atendimento materno-infantil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), informou que enfrenta uma situação crítica de superlotação em sua ala pediátrica.
Segundo comunicado divulgado pela instituição, o crescimento acelerado de casos provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) elevou drasticamente a procura por atendimentos e internações, principalmente entre recém-nascidos, bebês e crianças menores de dois anos. Pacientes com doenças respiratórias crônicas também estão entre os grupos considerados mais vulneráveis.
Com a alta demanda em toda a rede estadual, o hospital informou que já opera acima de 100% da capacidade instalada. A unidade precisou adaptar sua estrutura para continuar atendendo os pacientes, utilizando leitos de pronto-socorro, enfermarias de adultos e espaços destinados a convênios e atendimentos particulares.
Atualmente, a capacidade credenciada da Norospar para atendimento pelo SUS conta com 10 leitos de UTI Neonatal, dois leitos habilitados de UTI Pediátrica e oito leitos de enfermaria pediátrica. Mesmo assim, o número de pacientes internados ultrapassou o limite operacional da instituição.
De acordo com o chefe técnico do serviço de Pediatria e Neonatologia da unidade, Kelson Rudy Ferrarini , as infecções variam em gravidade, evoluindo de quadros leves de resfriado até casos graves com necessidade direta de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O perfil clínico mais afetado e que exige maior atenção inclui:
- Crianças com idade inferior a 2 anos
- Recém-nascidos
- Pacientes infantis diagnosticados com doenças respiratórias crônicas
A instituição também pediu colaboração das equipes do SAMU, da Central de Regulação de Leitos e dos profissionais de saúde da região para que novos encaminhamentos sejam avaliados conforme a capacidade real de atendimento disponível neste momento.
Especialistas alertam que sintomas como febre persistente, chiado no peito, tosse intensa e dificuldade para respirar exigem atenção imediata dos pais e responsáveis, já que o VSR pode evoluir rapidamente em crianças pequenas.