O governador eleito do Paraná, Sergio Moro, afirmou que sua futura gestão terá como prioridades o fortalecimento da indústria, o combate à corrupção e a modernização da estrutura administrativa do Estado. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (28), durante encontro com a diretoria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), no Campus da Indústria, em Curitiba.
Na reunião, conduzida pelo presidente do Sistema Fiep e vice-governador eleito, Edson Vasconcelos, Moro destacou que pretende transformar o Paraná em referência nacional de competitividade, liberdade econômica e prosperidade, mantendo uma relação institucional com o governo federal, mas sem abrir mão da defesa dos interesses paranaenses.
Indústria no centro da estratégia econômica
Moro classificou o setor industrial como estratégico para impulsionar o desenvolvimento do Paraná. Segundo ele, o governo pretende identificar e enfrentar entraves que prejudicam a produtividade e limitam o crescimento econômico.
A proposta é aproximar o poder público do setor produtivo, buscando melhorar o ambiente de negócios e ampliar as condições para o desenvolvimento das atividades econômicas no Estado.
Tolerância zero à corrupção
Outro ponto de destaque foi o compromisso de intensificar o combate à corrupção. Moro anunciou a intenção de criar uma Secretaria Anticorrupção e estabelecer mecanismos preventivos de controle dentro da administração estadual.
Segundo o governador eleito, a corrupção representa um obstáculo adicional ao desenvolvimento econômico, especialmente em um cenário já marcado pela elevada carga tributária. A promessa, afirmou, é adotar uma política de tolerância zero com práticas ilícitas no governo.
Menos secretarias e equipe técnica
Na organização da futura administração, Moro também defendeu uma estrutura mais enxuta. Atualmente, o governo estadual possui 24 secretarias, e o plano anunciado prevê reduzir esse número e escolher profissionais com capacidade técnica para ocupar os cargos. Entre os nomes já anunciados estão Priscilla Santana, para a Secretaria da Fazenda, e Fátima Gavioli, para a Secretaria da Educação.
Articulação em Brasília para defender o Paraná
Sobre a relação com o governo federal, Moro afirmou que as diferenças políticas e ideológicas não devem impedir o relacionamento institucional entre as administrações.
O governador eleito também defendeu uma aproximação maior com a bancada federal paranaense no Congresso Nacional, para acompanhar projetos e decisões que possam produzir impactos econômicos e sociais no Estado.
A intenção, segundo ele, é garantir que os parlamentares tenham informações sobre possíveis consequências das medidas em votação, preservando a autonomia de cada representante.
Ao final do encontro, Moro reafirmou que pretende manter diálogo aberto com o setor produtivo e com as entidades representativas da economia paranaense.