Uma informação que passou a circular em grupos de WhatsApp e redes sociais nos últimos dias causou indignação entre moradores de Umuarama ao afirmar que Eduardo Leonildo da Silva, condenado pelo assassinato da menina Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, estaria em liberdade ou cumprindo prisão domiciliar.
Diante da repercussão, a Assessoria de Comunicação da Polícia Penal do Paraná (PPPR), que esclareceu oficialmente a situação do detento.
Segundo o órgão, Eduardo Leonildo da Silva permanece preso, cumprindo pena em uma unidade do sistema penitenciário paranaense. A instituição explicou que, por razões de segurança, não informa em qual estabelecimento penal os custodiados estão recolhidos.
Com a manifestação oficial da Polícia Penal, fica descartada qualquer informação de que o condenado tenha obtido liberdade ou sido beneficiado com prisão domiciliar. O conteúdo compartilhado nas redes sociais, portanto, é falso.
Caso marcou a história de Umuarama
O assassinato de Tábata Fabiana Crespilho da Rosa, de apenas seis anos, é um dos crimes de maior repercussão já registrados em Umuarama e causou comoção em todo o Paraná.
Na manhã de 26 de setembro de 2017, a menina seguia para a Escola Municipal Rui Barbosa, acompanhada do irmão, como fazia diariamente. Próximo à instituição de ensino, os dois se separaram e Tábata desapareceu antes de chegar ao colégio.
O sumiço só foi percebido horas depois, quando a mãe foi buscá-la na escola e descobriu que a filha nunca havia entrado na sala de aula.
As investigações da Polícia Civil identificaram Eduardo Leonildo da Silva como autor do crime. Preso no dia seguinte ao desaparecimento, ele confessou o assassinato e indicou aos policiais o local onde havia escondido o corpo da criança, enterrado em uma cova rasa em uma área rural do município.
A perícia apontou que Tábata foi vítima de violência sexual e morreu por asfixia.
Pena superior a 41 anos
O julgamento foi realizado em 15 de outubro de 2020, na comarca de Cascavel, para onde o processo foi transferido em razão da grande repercussão do caso.
Após cerca de nove horas de sessão, o Tribunal do Júri condenou Eduardo Leonildo da Silva a 41 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.
Desde a condenação, ele permanece sob custódia do Estado, situação que foi novamente confirmada pela Polícia Penal.
Revolta popular
A prisão do condenado, em setembro de 2017, desencadeou uma forte reação popular em Umuarama. Centenas de pessoas se concentraram em frente à Delegacia da Polícia Civil, exigindo justiça pela morte da criança.
Durante a manifestação, houve tentativas de invasão ao prédio, depredações e incêndio de veículos nas proximidades. Paralelamente, detentos iniciaram um motim no minipresídio anexo à delegacia, aumentando a tensão na cidade.

Mesmo passados quase nove anos do crime, o caso continua despertando grande comoção. Por isso, a Polícia Penal reforça que informações sobre a suposta soltura de Eduardo Leonildo da Silva não procedem. O condenado segue preso no sistema prisional do Paraná, cumprindo a pena determinada pela Justiça.