Uma investigação sobre suspeitas de corrupção dentro da estrutura policial mobilizou o Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil nesta quinta-feira (15), em Cianorte, no Noroeste do estado. Batizada de Operação Tanque Fantasma, a ação apura possíveis crimes de peculato, receptação qualificada e associação criminosa envolvendo um policial civil, ex-superintendente da 21ª Subdivisão Policial, e empresários dos setores de combustíveis e autopeças.
Coordenada pelo Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a operação tem como objetivo cumprir dez mandados de busca e apreensão, seis mandados de busca pessoal e um mandado de prisão preventiva. Todas as ordens judiciais foram executadas em Cianorte, por determinação do Juízo das Garantias da Vara Criminal do município.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros, a indisponibilidade de dois imóveis e o acesso aos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos. Também foram determinadas a suspensão da posse e do porte de armas de fogo e o recolhimento dos itens funcionais do policial investigado.
FRAUDE COM CARTÕES DE ABASTECIMENTO
Uma das linhas de investigação aponta para uma possível fraude no abastecimento de viaturas oficiais. Conforme o MPPR, o esquema consistiria na utilização de cartões de frota para pagar por combustíveis que não teriam sido efetivamente fornecidos.
O cruzamento de registros de abastecimento com auditorias e exames periciais identificou inconsistências nas quilometragens dos veículos e fortes indícios de adulteração no hodômetro de uma das viaturas utilizadas pelo investigado.
O prejuízo estimado aos cofres públicos nessa frente de apuração é de R$ 42.321,47.
PEÇAS DE VEÍCULOS APREENDIDOS
A segunda linha investigativa apura a possível retirada irregular de peças e componentes de veículos apreendidos e mantidos sob custódia da Polícia Civil.
De acordo com as diligências, os materiais supostamente subtraídos teriam sido recebidos por proprietários de estabelecimentos comerciais dos ramos de autopeças e desmanches.
Os objetos recolhidos durante a operação passarão por análise detalhada. A medida busca aprofundar a investigação, esclarecer a dinâmica dos fatos e individualizar a possível participação de cada envolvido.
As apurações seguem em andamento, e as suspeitas investigadas ainda deverão ser esclarecidas no curso do procedimento.















