A Justiça de Umuarama determinou a transferência do médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, do sistema prisional para uma unidade terapêutica especializada. A medida foi autorizada pela 2ª Vara Criminal do município e prevê internação compulsória por período mínimo de 90 dias.
O profissional estava custodiado na Penitenciária Estadual de Campo Mourão desde abril, quando foi preso após um disparo de arma de fogo dentro do Hospital Cemil. O episódio provocou grande repercussão e mobilizou equipes policiais na cidade.
A nova decisão judicial levou em consideração avaliações médicas anexadas ao processo, que apontam comprometimento psiquiátrico e necessidade de acompanhamento especializado contínuo. Com isso, a magistrada entendeu que a internação provisória seria a medida mais adequada neste momento.
Conforme a determinação, o investigado não poderá deixar a instituição de saúde sem autorização judicial. Caso haja alta médica antes do prazo estabelecido, a unidade deverá comunicar imediatamente o Poder Judiciário.
Mesmo com a alteração da medida cautelar, a ação penal continua em andamento. O médico segue investigado por tentativa de homicídio e tentativa de latrocínio. Segundo o entendimento judicial, embora existam indícios de transtornos mentais, os laudos não apontaram incapacidade total para compreensão dos atos processuais.
O caso ocorreu na manhã do dia 15 de abril. Conforme a investigação, um disparo efetuado dentro de um consultório atingiu de raspão uma paciente de 57 anos. Após deixar o hospital, o médico ainda teria tentado roubar um veículo durante a fuga, sendo contido pouco depois por policiais militares.
O processo segue sob análise da Justiça.