O Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Umuarama cumpriu nesta terça-feira (16) um mandado de prisão preventiva contra o apontado líder de uma organização criminosa investigada na Operação Rové, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná em maio deste ano.
Após a prisão do investigado, equipes do Gaeco realizaram diligências para localizar um veículo que seria utilizado como suporte logístico pelo grupo. Com apoio do 25º Batalhão da Polícia Militar, os agentes também prenderam outro homem que estava em posse irregular de uma pistola calibre 9 milímetros e conduzia um veículo com sinais identificadores adulterados.
Relembre o caso
A Operação Rové foi deflagrada em 19 de maio pelo Gaeco de Umuarama com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em Umuarama e municípios da região. As investigações apuram crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e lavagem de capitais.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Umuarama.
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados, o sequestro de um veículo e a indisponibilidade de um imóvel que, segundo as investigações, teria sido adquirido com recursos provenientes de atividades ilícitas.
Investigação começou após apreensão de fuzil e drogas
As apurações tiveram início em setembro de 2025, após a prisão em flagrante de um integrante do grupo criminoso. Na ocasião, foram apreendidos um fuzil e cerca de três quilos de crack, carga avaliada em aproximadamente R$ 120 mil.
Segundo o Ministério Público, ao longo das investigações foram identificados indícios de que a organização atuava principalmente na comercialização de drogas e armas de fogo, além de movimentar elevados valores por meio de esquemas de lavagem de dinheiro.
O nome da operação faz referência à palavra hebraica “Rové”, que significa fuzil ou rifle, em alusão à arma apreendida no início das investigações que deu origem ao caso.