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25º BPM alerta para golpes digitais cada vez mais sofisticados com uso de inteligência artificial

Em coletiva de imprensa, tenente Endryo explicou como os criminosos utilizam dados reais, falsos números de telefone e perfis de familiares para enganar as vítimas

Por Noroeste Online
10/09/2026 18:32
Atualizado há 6 dias

O 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM) emitiu um alerta à população de Umuarama e região sobre o avanço dos golpes digitais e das fraudes eletrônicas. Durante coletiva de imprensa, o tenente Endryo apresentou as principais estratégias utilizadas pelos criminosos e orientou os moradores sobre como evitar prejuízos.

Segundo o 25º BPM, registros recentes no Paraná mostram que os golpistas estão deixando de lado abordagens genéricas e passando a utilizar robôs de inteligência artificial, dados públicos e informações verdadeiras para tornar as fraudes mais convincentes.

Entre as modalidades está o golpe do falso advogado ou falso juiz. Nesse tipo de crime, os estelionatários acessam informações públicas de processos judiciais e entram em contato com as partes, fingindo ser advogados, servidores da Justiça ou magistrados. Em seguida, anunciam uma suposta liberação de indenizações ou precatórios e exigem pagamentos via Pix referentes a falsas custas ou taxas.

Outra prática é o chamado spoofing, tecnologia que permite mascarar o número de origem da chamada. Dessa forma, o telefone verdadeiro de um escritório de advocacia, banco, fórum ou órgão público pode aparecer na tela da vítima, mesmo que a ligação esteja sendo realizada por criminosos.

O batalhão também chama a atenção para o golpe do falso familiar, no qual os autores utilizam fotos e dados de parentes, alegam uma troca de número e solicitam transferências urgentes. Há ainda os sites clonados, anúncios falsos e links usados para capturar senhas e outras informações pessoais.

Como evitar os golpes

O tenente Endryo orientou que qualquer cobrança urgente ou promessa de liberação de valores seja recebida com desconfiança. A recomendação é interromper a conversa e confirmar a informação por um canal independente, utilizando um número de telefone já conhecido.

A Polícia Militar reforça que a Justiça não cobra taxas emergenciais via Pix por aplicativos de mensagens para liberar indenizações. Também alerta que bancos não pedem senhas, códigos recebidos por SMS ou transferências de “teste”.

Antes de realizar qualquer Pix, o usuário deve conferir cuidadosamente o nome completo e o CPF ou CNPJ do destinatário. Mesmo que o número exibido no celular seja conhecido, isso não garante que a ligação seja verdadeira.

O que fazer após cair em um golpe

A vítima deve entrar em contato imediatamente com o banco para solicitar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução do Pix e tentar bloquear o dinheiro transferido.

Também é importante guardar conversas, áudios, capturas de tela, comprovantes e números utilizados pelos golpistas. Em seguida, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil ou procurar a unidade policial mais próxima.

O 25º BPM reforça que a prevenção, a desconfiança diante de pedidos urgentes e a confirmação das informações por canais oficiais são fundamentais para evitar esse tipo de crime.

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