O recente caso em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, onde o Ministério Público do Paraná ajuizou uma ação civil pública contra a concessionária de energia elétrica, reacendeu o debate sobre a qualidade do fornecimento de energia em diversas regiões do Estado.
A ação foi motivada após a constatação de mais de mil interrupções no fornecimento entre 2023 e 2025, além de índices de duração e frequência das quedas acima dos limites permitidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Situações semelhantes também vêm sendo relatadas em cidades do Noroeste do Paraná.
No município de Alto Piquiri, por exemplo, o padre Mário Sartori, responsável pelo Santuário Diocesano São José, chegou a gravar um vídeo nas redes sociais denunciando os prejuízos causados pelas constantes quedas e oscilações de energia elétrica.
Segundo o religioso, as interrupções no fornecimento já provocaram danos em equipamentos utilizados nas celebrações, entre eles a mesa de som do santuário, que teve uma placa queimada após sucessivas quedas e retornos repentinos da energia. O prejuízo para substituição da peça foi estimado em cerca de R$ 4 mil.
No vídeo, o padre também relatou que, para evitar novos transtornos durante missas e eventos religiosos, a paróquia precisou alugar geradores de energia, gerando custos extras para a comunidade.
Casos como este reforçam a discussão sobre a responsabilidade das concessionárias na prestação de um serviço essencial, além da importância de que consumidores e instituições registrem ocorrências e busquem seus direitos diante de prejuízos causados por falhas no fornecimento.