O processo de concessão dos dois últimos lotes de rodovias do Paraná avançou oficialmente nesta terça-feira, 15. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a publicação dos editais dos lotes 4 e 5, que juntos somam mais de mil quilômetros de rodovias federais e estaduais, com previsão de quase R$ 30 bilhões em investimentos.
O destaque vai para a PR-323, importante corredor do Noroeste paranaense, que integra o lote 4, com previsão de obras de duplicação, faixas adicionais, contornos urbanos, ciclovias, passarelas e melhorias em pontos de ônibus. O lote 4 abrange 627,52 quilômetros, passando por 11 rodovias – entre elas BR-272, BR-369, BR-376 e PR-323 – ligando Guaíra, na fronteira com o Paraguai, até Nova Londrina, na divisa com São Paulo.
O leilão do lote 4 ocorrerá em 23 de outubro, enquanto o lote 5 será leiloado no dia 30, ambos na Bolsa de Valores de São Paulo. As propostas devem ser entregues até os dias 20 e 27 de outubro, respectivamente, e a assinatura dos contratos está prevista para fevereiro de 2026.
Ao todo, o lote 4 receberá cerca de R$ 18 bilhões, sendo quase R$ 11 bilhões destinados exclusivamente às obras. Já o lote 5, com mais de 430 quilômetros, cortando as regiões Oeste e Noroeste, contará com R$ 11,6 bilhões para duplicações, vias marginais, contornos e dispositivos de segurança, como passarelas e passagens para animais.
Assim como nas concessões anteriores, o modelo será pelo critério de menor tarifa-base por quilômetro rodado, sem pagamento de outorga aos governos estadual e federal – o que, segundo o governo, garante mais investimentos diretos nas obras e tarifas mais justas aos usuários.
Com os dois novos contratos, o pacote total de concessões rodoviárias do Paraná chegará a 3.300 quilômetros e mais de R$ 60 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos. Os lotes 1 e 2 já estão em operação desde janeiro de 2024, enquanto os lotes 3 e 6 tiveram contratos iniciados em abril. O lote 6 é o maior do pacote, com mais de 660 quilômetros e R$ 20 bilhões em obras, incluindo duplicações em cerca de 70% do traçado.
A expectativa é que as obras tragam melhorias significativas para o fluxo de veículos nas regiões atendidas, facilitando o trânsito de cargas e passageiros vindos do Paraguai, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além de impulsionar a economia regional, especialmente no Noroeste paranaense, cortado pela PR-323.