A passarela localizada sobre o Lago Aratimbó, em Umuarama, chama a atenção pelo estado de abandono em que se encontra. Trata-se de uma estrutura que liga um lado ao outro do lago, com aproximadamente 200 metros de extensão. Embora sua base seja metálica e se apoie em pilares de concreto sobre a água, o piso é formado exclusivamente por tábuas de madeira, que apresentam desgastes naturais, remendos e sinais evidentes do tempo. Ainda assim, o maior problema não está no piso.
O ponto mais crítico é a falta de segurança nas laterais. Os palanques e troncos que compõem o guarda-corpo possuem grandes fendas e aberturas, sem qualquer tipo de tela ou proteção complementar. Esses vãos são suficientemente amplos para permitir que uma criança — ou mesmo um adulto em desequilíbrio — caia diretamente no lago, tornando a travessia extremamente perigosa ao longo de toda a extensão da passarela.
A gravidade da situação se confirma fotos enviadas por um morador que vive nas proximidades do lago, no qual é possível ver claramente as condições da ponte, a precariedade das laterais e o risco real que a estrutura representa para quem a utiliza.
Além dos problemas estruturais da passarela, uma visita ao Lago Aratimbó revela outro cenário de preocupação: o estado geral de abandono do parque. O mato alto toma conta de áreas que deveriam ser bem cuidadas, cobrindo flores e plantas ornamentais. A grama está alta, o capim cresce sem controle e diversos trechos passam ao visitante a sensação de falta de manutenção e descaso.
Frequentadores relatam medo ao atravessar a passarela e tristeza ao encontrar um dos principais cartões-postais da cidade deteriorado. Mesmo com o intenso fluxo diário de moradores e visitantes, não há sinalização alertando para os riscos, nem qualquer medida emergencial de segurança tomada pela administração municipal.
A instalação de um guarda-corpo adequado, a revisão completa da estrutura e o cuidado regular com a vegetação são fundamentais para devolver ao Lago Aratimbó a segurança, a beleza e o valor de lazer que sempre representou.
A situação atual exige ação urgente para evitar acidentes e devolver qualidade ao espaço público.


