Neste final de semana, o Portal Noroeste Online recebeu informações de que no Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Umuarama faltava papel toalha para a secagem das mãos dos servidores. Diante da ausência do item básico, funcionários relataram que a única alternativa encontrada foi utilizar compressas — materiais destinados à limpeza de sangue e procedimentos clínicos, e não para higiene cotidiana.
A situação causa indignação e preocupação entre os profissionais. Além do risco sanitário associado, o improviso revela um quadro recorrente: não é a primeira vez que registramos a falta de produtos essenciais nas unidades de saúde do município. Casos semelhantes já foram apontados pelo Portal, tanto no próprio PAM quanto em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de bairros, onde já houve escassez de papel toalha e até papel higiênico, colocando servidores em condições de trabalho inadequadas. Em algumas situações, funcionários chegaram a relatar que precisaram levar itens de higiene de casa — algo que deveria ser responsabilidade do município, conforme estabelece a legislação trabalhista e sanitária.
A ausência de materiais tão básicos expõe não apenas um problema administrativo, mas uma falha grave de gestão pública, que afeta diretamente a dignidade dos trabalhadores da saúde e a segurança dos pacientes. É inadmissível que profissionais que lidam diariamente com urgências, emergências e riscos biológicos precisem improvisar recursos que deveriam ser abundantes e permanentes.
O Portal Noroeste Online seguirá acompanhando e dando visibilidade a essas situações. Esperamos que, diante das frequentes denúncias e relatos, alguma providência efetiva seja tomada, garantindo condições mínimas e adequadas para quem presta assistência à população de Umuarama.