A Câmara Municipal de Umuarama volta a ser alvo de críticas após a inclusão na pauta do Projeto de Resolução nº 01/2026, que propõe alterações no Regimento Interno da Casa. A principal mudança prevista é a limitação do número de proposições que cada vereador poderá apresentar por sessão, restringindo a três requerimentos e cinco indicações.
A proposta será analisada na próxima segunda-feira e, segundo apontamentos, pode impactar diretamente a atuação dos parlamentares, reduzindo a quantidade de demandas formais encaminhadas ao Executivo e demais órgãos.
Nos bastidores e também nas redes sociais, o projeto tem gerado questionamentos, principalmente diante de outras decisões recentes envolvendo o Legislativo municipal. Entre elas, estão o aumento do número de vereadores de 10 para 17, a elevação dos salários de R$ 5 mil para R$ 10 mil, o reajuste no valor das diárias, além da mudança no horário das sessões, que passaram das 19h para as 14h — o que, segundo críticos, dificulta a participação popular.
Outro ponto citado é o período de recesso parlamentar, que soma 60 dias em dezembro e mais 30 dias em julho, totalizando três meses ao longo do ano.
O Projeto de Resolução nº 01/2026 foi assinado pelos vereadores Luiz Antônio Caviquioli, Cris das Frutas, Ednei do Esporte, Jabá da Carroceria, Clebão dos Pneus, Enfermeira Rosângela, Marquinhos do Climério, Newton Soares e Ronaldo Cruz Cardoso. Apenas o vereador Washington Guirão não consta entre os signatários.
A proposta deve ser debatida em plenário e promete mobilizar a opinião pública, principalmente por envolver mudanças diretas no funcionamento interno do Legislativo e no desempenho das funções dos vereadores.
Até o momento, a Câmara Municipal não divulgou posicionamento oficial detalhando os objetivos e justificativas das alterações previstas no projeto.
A votação deve definir os próximos passos do tema, que tem potencial para impactar a dinâmica de trabalho dos parlamentares e a relação entre o Legislativo e a população de Umuarama.