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Lar seguro abriga mulheres vítimas de violência doméstica em Cascavel

Capacidade do local é para acolher até 20 pessoas que desejam "começar de novo"

Por Noroeste Online
20/01/2025 16:18
Atualizado há 2 anos

Mulheres vítimas de violência estão desamparadas em mais da metade dos municípios paranaenses. Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado, mostra que dois terços das cidades não têm patrulha Maria da Penha, nem possuem abrigos para as mulheres que estão sob grave ameaça. Cascavel é um dos municípios que possuem essa rede, e essas políticas públicas de segurança e assistência social mudam a vida dessas mulheres.

Escondido em um local estratégico da cidade, um abrigo acolhe mulheres que tiveram suas vidas marcadas pela violência doméstica. Com paredes que guardam histórias de sofrimento e superação, o espaço oferece mais do que um teto: onde moram a esperança, segurança e um novo começo. A cada dia, mulheres de diferentes idades e origens encontram, no abrigo, um refúgio para reconstruir suas vidas e romper o ciclo da violência.

 

A capacidade do local é para acolher até 20 pessoas, vítimas de grave ameaça. É um espaço pensado para fornecer apoio integral, que as mulheres em situação de violência precisam contar. Em 2024, 130 pessoas foram acolhidas. Uma mulher está com medida protetiva e chegou no abrigo no fim de 2024, depois de passar uma década e meia sobrevivendo a violência do companheiro, hoje ela vê a chance de recomeçar.
Não existe um prazo máximo para abrigar as mulheres, já que os casos que chegam ao abrigo, normalmente são de pessoas que não tem para onde ir, e estão sem rede de apoio. Uma outra mulher dormiu na rua por duas noites após ser vítima de violência familiar, e ela também descobriu no abrigo a possibilidade de voltar a ter uma vida normal.
O local também permite que as mães levem os filhos menores de 18 anos. Isso é essencial para romper o ciclo de abuso e proteger as crianças da violência.
Mulheres corajosas encontraram no abrigo um novo lar. Mesmo que temporário, é lá que elas tiveram uma virada de ano diferente do que vinham enfrentando nos últimos anos. E agora, juntas e com toda a rede de apoio, encontram a coragem necessária para seguir um novo caminho.

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