Um homem de 47 anos mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em duas ocorrências registradas nesta segunda-feira (13), em Icaraíma. Em ambas as situações, foi necessário o uso do dispositivo eletrônico de incapacitação neuromuscular (Taser) para conter o indivíduo, que apresentava um quadro de surto psiquiátrico.
A primeira ocorrência foi registrada por volta das 8h, no Jardim Santa Lizia. A Polícia Militar foi acionada para atender uma denúncia de ameaça e invasão de domicílio. Segundo os moradores, o homem, bastante alterado, pulou muros de residências vizinhas e se trancou em um imóvel portando um objeto.
Com autorização dos proprietários, os policiais entraram na residência e tentaram realizar a abordagem. Conforme a PM, o homem ignorou as ordens, avançou contra a equipe correndo, gritando e empunhando uma pedra, colocando em risco a integridade dos agentes.
Diante da situação, foi necessário o uso progressivo da força com um Taser. Mesmo após o primeiro disparo, o homem arrancou os cabos do equipamento e continuou resistindo, sendo necessários novos disparos até que fosse contido e algemado.
O SAMU prestou atendimento no local e encaminhou o paciente ao Pronto Atendimento de Icaraíma. Em razão da gravidade do quadro, ele foi transferido sob escolta policial para um hospital em Umuarama.
No entanto, durante a tarde, a Polícia Militar voltou a ser acionada após o homem fugir da unidade hospitalar. Ele foi localizado no Jardim Cruzeiro, onde invadia residências e provocava medo entre os moradores.
Ao ser novamente abordado, o indivíduo voltou a resistir às ordens policiais, exigindo uma nova utilização do Taser e o uso de algemas para garantir a contenção segura.
O SAMU foi acionado mais uma vez e reconduziu o paciente ao hospital, onde permaneceu internado sob cuidados médicos.
Como nenhum morador manifestou interesse em representar criminalmente contra o homem, a segunda ocorrência foi registrada apenas como apoio a outros órgãos. A Polícia Militar reforçou que todas as intervenções seguiram os protocolos de uso progressivo da força para preservar a segurança dos envolvidos.