O delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama concedeu esclarecimentos na tarde desta terça-feira (4) sobre o andamento das investigações relacionadas ao caso dos quatro homicídios registrados em Icaraíma, ocorrido no início de outubro. As declarações ocorreram após novos questionamentos levantados pela imprensa e pela defesa de dois dos investigados, Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo.
Acesso aos autos e sigilo das diligências
De acordo com o delegado, não existe um novo inquérito policial sobre os fatos, conforme havia sido mencionado pela defesa dos investigados. Há apenas um inquérito principal, que possui medidas cautelares apensadas, ainda em andamento e, portanto, sob sigilo judicial.
Segundo ele, a manutenção do sigilo está de acordo com decisão judicial e com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, por meio da Súmula Vinculante nº 14, que autoriza o sigilo de diligências policiais enquanto estiverem em curso. O delegado explicou que o acesso antecipado poderia comprometer o resultado das investigações.
Histórico policial dos suspeitos e das vítimas
A Polícia Civil também apresentou o histórico de registros policiais dos envolvidos, com base em consultas realizadas nos sistemas do Paraná e de São Paulo.
Suspeitos:
- Antônio Buscariollo — registro por posse ilegal de arma de fogo em 2018.
- Paulo Ricardo Costa Buscariollo — nada consta.
Vítimas:
- Diego Henrique Affonso — registros entre 2018 e 2024 por estelionato, ameaças, difamação, apropriação indébita e crime de violência doméstica.
- Rafael Juliano Marascalchi — passagens entre 2005 e 2025 por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, ameaças e violência doméstica.
- Robishley Hirnani de Oliveira — histórico entre 2003 e 2018 envolvendo estelionato, dano, ameaça, crimes ambientais, embriaguez ao volante e lesão culposa no trânsito.
- Alencar Gonçalves de Souza Giron — nada consta.
Andamento das investigações
O delegado informou que ainda não há data definida para a conclusão do inquérito, devido à complexidade e ao grande volume de dados coletados.
Uma força-tarefa foi montada para analisar o material reunido, com o apoio de dois analistas de dados do Departamento da Polícia Civil e agentes do Grupo de Diligências Especiais (GDE) de Umuarama.
Além das equipes de campo, há servidores dedicados exclusivamente à análise técnica das informações, com o objetivo de acelerar o processo investigativo.
O delegado reforçou que o caso segue sob acompanhamento rigoroso da Polícia Civil e que novas informações serão divulgadas à medida que o sigilo judicial permitir.