Uma mulher de 32 anos foi gravemente ferida após ser atacada com uma faca pelo ex-companheiro, de 39 anos, na noite desta quarta-feira (25), por volta das 21h50, no centro de Cruzeiro do Oeste. A vítima sofreu uma facada no pescoço e foi encaminhada em estado grave para atendimento médico. O agressor foi localizado e preso pela Polícia Militar do Paraná, sendo conduzido à Delegacia de Polícia de Umuarama.
De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada como lesão corporal contra mulher, no contexto de violência doméstica e familiar, com prisão do autor. No local, a vítima recebeu atendimento imediato das equipes do SAMU e da Defesa Civil. Em razão da gravidade dos ferimentos, não foi possível colher o depoimento da mulher no momento do socorro.
Filhos presenciaram o crime e um deles ficou ferido
Segundo informações apuradas, os filhos da vítima presenciaram o ataque, cena descrita como de extremo desespero. Em uma tentativa de evitar o crime, um dos filhos acabou sofrendo ferimento em uma das mãos ao segurar a faca, sendo também atendido pelas equipes de socorro. O caso amplia a gravidade da ocorrência, não apenas pela violência contra a mulher, mas também pelo impacto direto sobre crianças e adolescentes, que ficaram expostos à agressão.
Conforme confirmado pelas autoridades, a vítima possuía uma medida protetiva de urgência em vigor contra o agressor, o que caracteriza descumprimento de ordem judicial e agrava a situação penal do autor. O episódio evidencia o risco enfrentado por mulheres mesmo após buscarem proteção legal.
Após o ataque, o agressor chegou a se evadir, mas, segundo testemunhas, permaneceu nas proximidades, causando pânico entre moradores. Com base nas informações repassadas, a Polícia Militar realizou diligências e conseguiu localizar e prender o suspeito, encerrando o risco imediato.
Falha no acionamento do socorro e mobilização popular
O caso também foi considerado atípico pelas dificuldades no acionamento da polícia. Conforme relatado pela vereadora Rosy Bertoco, que estava nas proximidades e ajudou a buscar socorro, o telefone 190 não estava funcionando naquele momento. Diante da situação crítica, ela e outras pessoas que estavam no local buscaram meios alternativos para acionar os policiais e garantir atendimento médico imediato à vítima.
Corrente de oração e alerta sobre o feminicídio
Diante da gravidade do estado de saúde da mulher, uma corrente de oração foi mobilizada nas redes sociais, reunindo manifestações de apoio e pedidos pela recuperação da vítima e da família.
O episódio reforça um alerta preocupante: os casos de feminicídio e de violência contra a mulher seguem crescendo no país, e a região Noroeste do Paraná também enfrenta essa realidade. Especialistas alertam que o descumprimento de medidas protetivas e a escalada de agressões são fatores de alto risco para crimes fatais.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou diretamente às forças de segurança. A denúncia pode salvar vidas.
