O prefeito de Altônia, Diego Pergo, e o vice-prefeito Alison Rezende se pronunciaram na manhã desta quinta-feira (23) após a deflagração da Operação Chimera pelo Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
Segundo os gestores, a Prefeitura de Altônia não é alvo direto da operação. Eles afirmaram que a investigação se concentra em uma empresa terceirizada contratada pelo município, que também prestava serviços a outras cidades do Paraná, ao menos doze, conforme relatado.
A administração municipal destacou ainda que o contrato com a referida empresa já havia sido rescindido no início deste ano, após a identificação de irregularidades.
A Operação Chimera, conduzida pelo núcleo do Gaeco de Umuarama, investiga suspeitas de fraude em processos licitatórios e possível prática de peculato, crime que envolve o desvio de recursos públicos, no município de Altônia, na região Noroeste do estado.
As apurações indicam indícios de direcionamento em licitações voltadas à contratação de mão de obra terceirizada, além de possíveis falhas ou irregularidades na execução de contratos administrativos.
Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um de busca pessoal nas cidades de Altônia e Candói. As equipes recolheram documentos, anotações e aparelhos celulares, que serão analisados em perícia para aprofundar as investigações.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Altônia e têm como alvos dois empresários. Por determinação da Justiça, ambos estão proibidos de firmar novos contratos com o poder público até a conclusão do inquérito.
De acordo com o Ministério Público, o material apreendido deve ajudar a esclarecer a extensão das possíveis fraudes, identificar responsabilidades e dimensionar eventuais prejuízos aos cofres públicos.