A Polícia Militar registrou nesta quarta-feira (3) duas ocorrências de estelionato mediante fraude eletrônica nos municípios de Ivaté e Altônia, no Noroeste do Paraná. Os golpes, praticados por criminosos que se passaram por advogados e supostos representantes ligados ao Poder Judiciário, causaram prejuízos que ultrapassam R$ 11 mil às vítimas.
Em Ivaté, uma mulher de 55 anos e seu filho, de 19 anos, foram enganados após receberem contato de uma pessoa que se apresentou como advogada responsável por um processo de aposentadoria. Durante a conversa, os golpistas informaram que a ação judicial teria sido favorável e que cerca de R$ 21 mil seriam liberados para a vítima.
Na sequência, outro criminoso entrou em contato alegando integrar um órgão ligado ao Judiciário e, por meio de uma chamada de vídeo com compartilhamento de tela, orientou as vítimas a realizarem procedimentos bancários. Durante a ação, foram efetuadas movimentações e transferências não autorizadas em contas das instituições Bradesco e Sicoob, resultando em um prejuízo aproximado de R$ 4.840.
Já em Altônia, um homem de 27 anos foi vítima de um golpe semelhante enquanto estava em seu local de trabalho. Segundo a PM, ele recebeu uma chamada de vídeo de um indivíduo que também se apresentou como advogado e afirmou que estaria providenciando a liberação de valores referentes a um suposto processo judicial.
Convencido da veracidade das informações, o morador encaminhou documentos pessoais e seguiu as orientações dos criminosos. Posteriormente, constatou que haviam sido realizados saques e transferências indevidas em suas contas bancárias, causando um prejuízo estimado em R$ 6.679.
Nos dois casos, as vítimas foram orientadas pela Polícia Militar a procurar as instituições financeiras envolvidas e registrar os procedimentos necessários para auxiliar nas investigações. Os casos serão apurados pela Polícia Civil.
As autoridades alertam a população para que desconfie de contatos telefônicos ou por vídeo envolvendo promessas de liberação de valores judiciais, principalmente quando houver solicitação de dados pessoais, acesso a aplicativos bancários ou realização de procedimentos financeiros. A orientação é sempre confirmar as informações diretamente com advogados de confiança e jamais compartilhar senhas ou permitir acesso remoto a dispositivos eletrônicos.