O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil do Paraná concederam uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, 11 de setembro, para apresentar informações sobre a Operação Gomorra, deflagrada no município de Xambrê.
Participaram da entrevista o promotor de Justiça do Gaeco, delegados que atuam no grupo e representantes da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
Segundo as autoridades, a investigação apura possíveis crimes cometidos contra 16 meninos, com idades entre 13 e 16 anos. Entre os delitos investigados estão exploração sexual, importunação sexual e produção e armazenamento de conteúdo de violência sexual envolvendo crianças ou adolescentes.
Foram presos preventivamente o atual presidente da Câmara Municipal de Xambrê, Edinalvo Venturi, e Pedro Henrique da Silva Mota, que ocupava o cargo de secretário municipal de Cultura. Os dois permanecem presos.
Ainda durante a manhã desta sexta-feira, Pedro Henrique foi exonerado do cargo pelo prefeito de Xambrê, Décio Jardim, passando a ser ex-secretário municipal de Cultura.
Edinalvo Venturi havia assumido o comando da Câmara após a crise envolvendo o então presidente do Legislativo, Ademir Leite da Silva.
Ao todo, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão, dois mandados de busca pessoal e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo de Garantias da comarca de Xambrê.
As investigações tiveram início após a localização de provas em materiais apreendidos durante a Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março de 2026.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa também foi presa em flagrante por posse ilegal de munições. Documentos, anotações e aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Os fatos continuam sendo investigados. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, sendo assegurados aos investigados o direito à defesa e o contraditório.