Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) colocou sob investigação um grupo de policiais militares suspeitos de envolvimento em um esquema de contrabando e descaminho no Noroeste do Paraná. A apuração indica que a atuação criminosa ocorria de forma contínua há pelo menos três anos.
A ação, conduzida pelo núcleo regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Umuarama, contou com o apoio da Polícia Fedeestão três policiais da ativa e dois que já estão na reserva.
As investigações apontam que os suspeitos fariam parte de uma estrutura organizada voltada à entrada irregular de mercadorias no país, principalmente aparelhos celulares e cigarros eletrônicos. Diferente de casos em que há desvio de produtos apreendidos, neste caso os policiais teriam atuado diretamente no sral e de setores internos da Polícia Militar. Mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em Umuarama, Iporã e Icaraíma.
Ao todo, a Justiça autorizou cinco prisões preventivas, além de ordens de busca, apreensão, abordagens pessoais e afastamento de funções públicas. Entre os detidos uporte às operações ilegais.
Segundo o apurado, cada integrante exercia uma função específica. Havia atuação no transporte das cargas, monitoramento de rotas como “batedores” e apoio logístico. Também há indícios de que informações estratégicas, como detalhes de fiscalizações e escalas de serviço, eram repassadas para facilitar o deslocamento das mercadorias.
A dinâmica identificada mostra que os produtos eram trazidos da região de fronteira em veículos menores e levados até Umuarama. Depois, eram redistribuídos em caminhões e enviados para outros destinos dentro e fora do estado.
Durante a operação, equipes fizeram buscas em unidades da Polícia Militar e em endereços ligados aos investigados, incluindo um estabelecimento comercial e um espaço dentro de um órgão público municipal ocupado por um dos suspeitos. Materiais como celulares, documentos, anotações e equipamentos foram apreendidos.
Uma pessoa acabou presa em flagrante por suspeita de tentar atrapalhar o cumprimento das ordens judiciais.
Os investigadores também identificaram a possível existência de um articulador responsável por coordenar o esquema e intermediar o contato entre os policiais e outros envolvidos. O volume financeiro movimentado não foi detalhado.
A Polícia Militar informou que abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e avaliar a situação dos envolvidos na corporação. A instituição destacou que não tolera condutas irregulares e afirmou que as investigações seguem sob sigilo.
Os policiais presos devem ser levados para unidades na região de Curitiba, onde permanecem à disposição da Justiça.
Nota da Prefeitura
A Prefeitura de Umuarama informa que tomou conhecimento da deflagração da Operação Aliança, coordenada pelo Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Polícia Federal, da Corregedoria da Polícia Militar e do 25º Batalhão da PM.
A administração municipal ressalta que o município não faz parte das investigações.
As diligências pontuais realizadas nas dependências da Defesa Civil do município e tiveram como único objetivo a busca por documentos pessoais de um dos alvos da operação que atua na Defesa Civil, a fim de auxiliar as investigações.
Reiteramos que, como o processo segue em rigoroso sigilo, o município não detém outras informações sobre o caso no momento. A Prefeitura continuará acompanhando os desdobramentos e tomará todas as medidas administrativas e legais cabíveis.
Prefeitura de Umuarama