A 10ª fase da Operação Mute realizou uma ampla inspeção em unidades prisionais do Paraná entre os dias 16 e 20 de março, com o objetivo de combater comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas dentro do sistema prisional.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a operação ocorre em todo o território nacional com apoio da Polícia Federal e das polícias penais estaduais.
No Paraná, a ação foi conduzida pela Polícia Penal do Estado e incluiu a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste, além de outras nove unidades: Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu IV, Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, Penitenciária Estadual de Ponta Grossa II, Penitenciária Industrial de Guarapuava, Casa de Custódia de Maringá, Colônia Penal Agroindustrial do Estado do Paraná e as cadeias públicas de Toledo, Ibiporã e Bandeirantes. A estratégia adotada envolveu a movimentação de pessoas privadas de liberdade (PPL), permitindo a realização de revistas minuciosas em celas e galerias. Ao todo, foram mobilizados 294 profissionais no estado, entre policiais penais, monitores de ressocialização prisional e um policial penal federal. Durante a operação, 1.676 detentos foram movimentados para possibilitar a vistoria detalhada de 212 alojamentos. O objetivo foi localizar e apreender materiais ilícitos, como celulares e outros itens proibidos, que podem ser utilizados para a articulação de crimes fora das unidades prisionais.
Segundo a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre, a participação do estado reforça o enfrentamento qualificado ao crime organizado, com integração entre as forças de segurança e uso de inteligência no planejamento das ações. Criada em 2023, a Operação Mute se consolidou como uma estratégia nacional permanente de combate ao crime organizado dentro do sistema prisional. Além das apreensões, a iniciativa fortalece a presença do Estado nas unidades, padroniza procedimentos de revista e amplia o controle interno, contribuindo diretamente para a segurança pública dentro e fora dos presídios.


