A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, na última quarta-feira (18), três pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de estelionato que causou prejuízo estimado em R$ 4 milhões durante a organização de um evento de alto padrão em Goiânia. A ação foi realizada pelo Grupo Especializado em Repressão ao Estelionato e outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), no momento em que a estrutura do evento já estava em fase avançada de montagem, com diversos fornecedores, produtores e prestadores de serviço atuando de boa-fé.
De acordo com as investigações, a principal articuladora do esquema, Mayara Constantino, se passava por representante de uma luxuosa marca europeia de bolsas, criando uma narrativa sofisticada e convincente para dar aparência de legitimidade ao evento. Sem efetuar pagamentos, ela conseguiu mobilizar toda a cadeia de organização, gerando grande prejuízo financeiro. Além disso, o grupo também obtinha vantagem ilícita com a venda de supostas bolsas vinculadas ao evento. As vítimas eram induzidas a adquirir os produtos sob a justificativa de que seriam necessários para participar da festa, em uma dinâmica que simulava eventos de alto luxo. Também foi preso o marido da investigada, Luiz Paulo Machado, apontado como responsável por receber os valores obtidos com o esquema. Segundo a polícia, ele já foi servidor público federal, mas pediu exoneração do cargo. A cunhada de Mayara também foi detida durante a operação.
Os três possuem ligação com o noroeste do Paraná. Mayara já morou em Umuarama, enquanto Luiz Paulo e a terceira envolvida são de uma família conhecida em Pérola. A principal suspeita estava residindo em Goiânia há cerca de três anos, e o casal mantinha relacionamento há aproximadamente oito anos. Durante as diligências, a polícia constatou que o esquema não se limitava ao evento em questão, havendo indícios de que outras vítimas possam ter sido lesadas em diferentes cidades e até em outros estados.
A prisão ocorreu no momento em que o evento ainda estava sendo preparado, já em estágio avançado de montagem, o que motivou a intervenção imediata das equipes policiais. A divulgação da imagem e da identificação dos investigados foi realizada nos termos da Lei nº 13.869/2019, da Portaria nº 02/2020 – PC, e conforme despacho da autoridade policial responsável pela investigação, com fundamento na possibilidade de surgimento de novas vítimas e de informações sobre outros crimes eventualmente praticados pelos investigados.Os investigados permanecem à disposição da Justiça, e a Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem uma delegacia para registro de ocorrência.




