O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) manteve a condenação de dois réus denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) no âmbito da Operação Metástase, que apurou um esquema de desvio de verbas públicas na área da saúde do município de Umuarama, no Noroeste do Estado.
A decisão foi proferida após o julgamento de recursos apresentados tanto pelo Ministério Público quanto pelas defesas dos réus.
De acordo com o TJPR, um dos condenados teve a pena fixada em 9 anos e 7 meses de reclusão, além de 219 dias-multa. O outro réu recebeu pena de 14 anos e 5 meses de reclusão, acrescida de 337 dias-multa.
O Tribunal também manteve a determinação de ressarcimento integral ao erário, no valor de R$ 1.324.950,00, conforme já havia sido estabelecido na sentença de primeiro grau.
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Relembre o caso – Operação Metástase
Deflagrada a partir de investigações conduzidas pelo MPPR, a Operação Metástase revelou um esquema estruturado de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados à saúde, envolvendo repasses feitos a hospitais de Umuarama para atendimento de demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo as apurações, os crimes ocorreram inclusive durante o período da pandemia de coronavírus, momento em que os recursos da saúde eram considerados ainda mais sensíveis e essenciais para a população.
As denúncias apresentadas pelo Ministério Público resultaram na condenação de diversos envolvidos, entre eles:
- servidores e ex-servidores públicos municipais;
- empresários;
- profissionais liberais, como administradores, contador e advogado;
- além de assessor parlamentar.
O esquema criminoso, conforme apontado nos autos, causou prejuízos diretos aos cofres públicos e comprometeu a correta aplicação de recursos destinados ao atendimento da população pelo SUS.
⚖️ Decisão reforça combate à corrupção
Com a manutenção das condenações pelo TJPR, o Judiciário paranaense reafirma a responsabilização penal dos envolvidos e a necessidade de reparação dos danos causados ao patrimônio público, reforçando o combate a práticas ilícitas na gestão de recursos da saúde.
O caso segue como um dos principais exemplos de investigações de combate à corrupção na região de Umuarama e no Noroeste do Paraná.