O primeiro dia de 2026 foi marcado por uma série de ocorrências de violência doméstica atendidas pela Polícia Militar em diferentes municípios do Noroeste do Paraná. Em um intervalo de poucas horas, casos foram registrados em Iporã, Cafezal do Sul e Alto Paraíso, envolvendo agressões físicas, ameaças de morte e resistência à ação policial. Em Iporã, por volta das 5h40, na área central da cidade, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência em que um homem de 30 anos teria agredido a esposa, de 32 anos, e a cunhada, de 35. Segundo a PM, o autor desferiu socos e chutes, além de arremessar objetos contra as vítimas, causando lesões corporais. Durante a abordagem, o agressor apresentou comportamento extremamente alterado, desobedeceu às ordens legais e tentou investir contra os policiais e as vítimas, sendo necessário o uso de técnicas de imobilização e algemas. Ele ainda desacatou a equipe policial. Todos os envolvidos foram encaminhados para exames de lesão corporal e, na sequência, apresentados à Delegacia de Polícia Civil.
Já em Cafezal do Sul, por volta das 7h40, no Jardim Primavera, a PM efetuou a prisão em flagrante de um homem de 38 anos pelo crime de ameaça no contexto de violência doméstica. A vítima, de 37 anos, relatou que vinha sofrendo ameaças de morte e intimidações constantes, inclusive por meio de aplicativos de mensagens. O suspeito foi localizado dentro da residência e, durante a abordagem, também desobedeceu às ordens policiais, sendo necessário o uso de algemas. Conforme a PM, o homem já utilizava tornozeleira eletrônica por processos anteriores da mesma natureza. Diante da manifestação de vontade da vítima em representar criminalmente, o autor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.
Em Alto Paraíso, ao meio-dia, outra ocorrência foi registrada na área central. Uma mulher de 47 anos denunciou ter sido agredida pelo companheiro, de 35, durante uma discussão. Ela relatou ter sofrido enforcamento e uma queda, apresentando escoriações no joelho, ombro e supercílio. O homem negou as agressões, afirmando que a vítima teria caído sozinha. No entanto, diante das lesões visíveis constatadas pelos policiais, foi dada voz de prisão ao autor. As partes foram encaminhadas à 7ª Subdivisão Policial para os procedimentos legais.
Os três casos foram registrados e encaminhados à Polícia Civil, que dará sequência às investigações e às medidas previstas na Lei Maria da Penha.