A sessão desta segunda-feira na Câmara Municipal de Umuarama foi marcada por tensão, mobilização popular e grande frustração. Mesmo com a presença de cidadãos que foram ao plenário pedir que o projeto fosse rejeitado, os vereadores aprovaram o aumento de 10 para 17 cadeiras a partir da próxima legislatura.
Representantes da sociedade civil, como Heder, da Unidade Popular, e Amanda, moradora do distrito de Lovat, usaram a tribuna para expor argumentos contrários ao projeto e reforçar o pedido para que os vereadores mantivessem o respeito ao dinheiro público. Apesar disso, a maioria dos parlamentares ignorou o apelo.
Votaram a favor do aumento os vereadores:
Newton Soares, Ednei do Esporte, Jaba da Carroceria, Ronaldo, Clebão dos Pneus, Marquinhos do Climério, Rosângela Lavagnoli, Cris das Frutas e Luiz Antônio Caviquioli.
O vereador Washington Guirão foi o único a votar contra.
O impacto financeiro estimado com os 7 novos vereadores e 7 assessores ultrapassa R$ 1,6 milhão por ano, custo considerado incoerente diante da situação crítica que o município enfrenta.
Após a aprovação, alguns vereadores precisaram se explicar para parte do público presente, demonstrando o clima de insatisfação instaurado. Para muitos, esta votação deixa claro que a velha frase — “o povo será ouvido” — ficou apenas no ditado. Na prática, afirmam os participantes da mobilização, tudo não passou de falácia.
A decisão reacendeu o debate sobre prioridades, transparência e comprometimento com o interesse público.