Com exclusividade, o Portal Noroeste Online teve acesso ao relatório de ocorrência registrado por uma professora do 4º ano A — período da manhã, da Escola Professora Analides de Oliveira Caruso, em Umuarama. O nome da educadora não será divulgado para preservar sua integridade.
📅 Data da ocorrência: 16 de outubro de 2025.
Episódio de agressão dentro da sala de aula
Segundo o relato, o episódio de violência aconteceu por volta das 10h40 da manhã, durante a aula de artes. A professora pediu que um aluno lavasse as mãos, já que ele estava brincando com tinta. O estudante se negou e, ao ser informado que a direção seria chamada, ficou agressivo, passou a xingar a professora e, em seguida, desferiu um chute contra ela.
Este não foi um caso isolado — a professora relatou que o mesmo aluno já havia a agredido meses antes. A ocorrência foi registrada oficialmente em ata da escola, evidenciando um padrão de comportamento agressivo reincidente.
Situação de pânico entre os alunos
Para proteger os demais estudantes, a diretora determinou que a professora trancasse a porta da sala. Enquanto isso, o aluno permaneceu por cerca de 40 minutos chutando a porta e o batente, tentando forçar a entrada e ameaçando continuar as agressões.
Os 23 alunos presentes entraram em pânico, chorando e gritando com medo. A direção acionou a Polícia Militar e a Guarda Municipal, que conseguiram acalmar o estudante. A professora só conseguiu sair da sala por volta das 11h45 para se recompor. O aluno deixou a escola no horário normal de saída, ao meio-dia.
Medidas legais e fundamentação
Diante da gravidade da situação, a professora informou que registrará um Boletim de Ocorrênciacom base no Artigo 331 do Código Penal, que trata do crime de desacato a funcionário público no exercício da função.
Ela também fundamentou sua decisão no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reforçando que a medida não tem caráter punitivo, mas preventivo, buscando garantir segurança à comunidade escolar e acionar os órgãos competentes: Secretaria Municipal de Educação, Conselho Tutelar e, se necessário, Ministério Público.
Encaminhamentos solicitados
Entre os encaminhamentos formais requeridos estão:
1. Registro em ata com assinatura dos profissionais envolvidos;
2. Comunicação formal à Secretaria Municipal de Educação;
3. Encaminhamento de ofício ao Conselho Tutelar;
4. Garantia de respaldo institucional e acompanhamento pela rede de proteção.
Reação do sindicato
Após tomar conhecimento do caso, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Umuarama, Lígia Strugala, gravou um vídeo manifestando indignação e preocupação com a falta de suporte aos profissionais da educação, cobrando ações imediatas da Prefeitura e da Secretaria de Educação.
📌 O Portal Noroeste Online irá procurar a assessoria da Prefeitura na segunda-feira (20) para saber quais providências serão tomadas diante desse grave episódio dentro de uma unidade escolar municipal.
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