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Famílias das vítimas de Icaraíma exigem nova perícia antes do sepultamento

Blog Renan Rodrigues revela exclusividade; Portal Noroeste Online acompanha o caso de perto

Por Noroeste Online
20/09/2025 21:25
Atualizado há 12 meses

Um silêncio de dor e revolta ecoa entre as famílias das vítimas de Icaraíma, no Paraná. Viúvas de pelo menos dois dos quatro amigos brutalmente assassinados tomaram uma decisão extrema: não vão enterrar os corpos até que uma nova perícia independente seja realizada. A medida reflete a desconfiança em relação à condução da investigação local e a suspeita de que agentes de segurança possam ter comprometido a integridade do processo.

“Meu marido não tem nem 10 dias que foi morto. Prepare-se, porque agora vamos começar a falar”, desabafou, em lágrimas, Meire Souza, viúva de Rafael Juliano Marascalchi, em entrevista ao Blog Renan Rodrigues.

Desconfiança e dor

Para Meire, o estado em que o corpo do marido foi encontrado é prova de que os amigos podem ter sido mantidos em cativeiro antes da execução. “As tatuagens dele estão perfeitas. A pele está em bom estado”, afirmou, reforçando a hipótese de que pessoas influentes da cidade possam estar acobertando os suspeitos apontados pelas famílias, conhecidos como “os buscariollo”.

Denise, companheira de outra vítima, compartilha da mesma desconfiança. Ambas acreditam que o plano inicial dos criminosos seria sequestrar os amigos e pedir resgate, mas algo teria saído do controle, resultando na tragédia.

Chegada dos corpos

Na tarde deste sábado (20), os carros funerários chegaram a São José do Rio Preto transportando os corpos de três das quatro vítimas. Em meio ao luto, as famílias de Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi tentam agilizar a contratação de uma perícia particular em São Paulo para reforçar as investigações.

Um perito do estado, consultado pela reportagem, confirmou a viabilidade de uma análise independente. “Quanto mais cedo for feita, maior a precisão do resultado”, explicou. Ele destacou ainda que a conservação dos corpos pode ser explicada por fatores ambientais, como a umidade, mas não descartou a importância de uma nova avaliação técnica.

O Portal Noroeste Online seguirá acompanhando cada desdobramento deste caso, trazendo informações em tempo real e ouvindo as famílias, autoridades e especialistas para garantir que a busca por justiça tenha total transparência.

Fonte:
Blog Renan Rodrigues

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