O Brasil obteve sucesso com o crescimento econômico em 2010. O PIB pode ter crescido 8%, enquanto a expansão mundial, mesmo após a contração registrada em 2009 e tantos estímulos monetários e fiscais, não chega a 5%.
Foi um ano de recordes no mercado de trabalho, 240 mil vagas de emprego formais foram geradas em média por mês.
O ano de 2011 está chegando e ajustes se fazem necessários, começando pelo desafio de conter a forte aceleração da inflação que está se materializando desde o final de agosto. Os desafios de curto prazo dizem respeito ao controle dos gastos e a redução do endividamento público.
Nunca é tarde para relembrarmos que os desafios estruturais para a economia brasileira passam pela melhoria da competitividade, capacidade de investimento, educação e inovação.
Expectativa de Alta da inflação: A projeção do IPCA no quarto trimestre está em 0,7 % ao mês. Esse percentual supera as expectativas mais pessimistas traçadas ao longo do ano. O índice deverá subir 6% no acumulado de 2010 e 2011. Alimentos e serviços representam as maiores pressões.
Com a ascensão da classe C, que aqui no Brasil começou nos últimos 2 anos, esta nova classe média, emergente dos programas sociais de distribuição de renda, dos empréstimos consignados, ou de uma série de ações do governo, permitiu que houvesse crescimento e tornou ativo o mercado interno em tempos de crise mundial. Um dos motivos pelos quais a crise mundial não veio a afetar com força o Brasil. E permitiu a rápida recuperação em termos de economia. Além de ter provocado o fortalecimento das indústrias e aumento dos investimentos no país.
Portanto, são boas as perspectivas no setor econômico para 2011. Que não terá grandes mudanças, pelo menos no primeiro trimestre, pois o PIB 2010 que cresceu e pode ter chegado aos 8%, terá queda de 4,5% a 4,6% para 2011.
A taxa Selic deve continuar estável a 10,75% e o cambio provavelmente não apresentará mudanças, deverá manter as cotações com variações entre R$ 1,68 a R$ 1,71.
Leandro B. Levone
Leandro Bazeth Levone, 29 anos, é Administrador de Empresas, Consultor de Negócios e Consultor Governamental, com Mestrado em Economia Empresarial pela UCAM, é Pós-graduado em Gestão e Desenvolvimento Empresarial pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista - pós-graduado em Direito Público pelo IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público e cursa um MBA Executivo Internacional em Gestão de Projetos na Fundação Getúlio Vargas. Foi Secretário Municipal de Administração de Natividade de dezembro de 2006 a junho de 2010, em Julho de 2010 se tornou Secretário Municipal de Administração, Fazenda e Planejamento de Natividade e atuou como Professor convidado nos cursos de Pós-graduação Latu Sensu-MBA da FACC-UFRJ (Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio de Janeiro) nos anos de 2009 e 2010.